ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/11/2017
Segundo o art. 27 do Direito à Educação à pessoa com deficiência é assegurada educação de qualidade, sem qualquer forma de discriminação ou preconceito. Fora da lei escrita essa não é uma realidade no Brasil, onde constata-se uma queda no número de matrículas de surdos na educação básica e especial. Tornando-se necessário medidas contra a queda desses números.
Verifica-se que muitos deficientes auditivos não iniciam ou não terminam à educação básica por medo de sofrerem preconceito ou discriminação durante a formação. Além disso, a falta de apoio das instituições educadores e empresas contribui para o agravamento desse medo, fazendo com que o país volte ao retrogrado passado. Dados do INEP mostram que de 2011 para 2016 houve um retrocesso de 5 mil matrículas na educação especial.
Contudo, a situação está longe de ser solucionada, muitas vezes por falta de incentivo e conhecimento para as pessoas surdas, por esse motivo há necessidade de ser propagado em campanhas e veículos midiáticos governamentais que é um direito assegurado pelo Estado e que qualquer forma de preconceito ou negligência por parte de pessoas comuns deve ser denunciado e investigado para fins de punição.
Diante das informações supracitadas, faz-se necessário levar conhecimento as pessoas surdas e seus familiares para que estimulem o deficiente a buscar sua formação educacional. Em primeiro lugar é preciso o apoio do Ministério da Educação para custear gastos com professores de libras e braille. Além de psicólogos destinados em todos os estados e principalmente nos locais com alto índice de surdos, para que debatam o assunto com os mesmos afim de restabelecer autoconfiança no deficiente e assegurar seus direitos, proporcionando uma sociedade mais justa e integradora. Já dizia o sociólogo brasileiro Paulo Freire, " o conhecimento sem um fim social será a maior das futilidades".