ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 17/01/2018
Embora o acesso de pessoas com deficiência a uma educação formal de qualidade seja assegurado tanto pela legislação vigente, como pelo sistema educacional inclusivo do país, a pratica por vezes deturpa a teoria. Hodiernamente, a inclusão social não alcança a todos de maneira eficiente, tal fato permite-nos refletir sobre como a formação educacional de surdos, representa um desafio a ser enfrentado de maneira mais organizada e criteriosa pela sociedade brasileira. Sob esse viés, convém, a discussão acerca das principais causas dessa problemática.
Em primeiro plano, cabe observar a falta de estrutura da comunidade escolar para atender às necessidades especiais dos portadores de deficiência auditiva. Desse modo, torna-se ineficiente incluir sem o oferecimento do suporte adequado. A fim de alcançar o máximo desenvolvimento intelectual desses indivíduos faz-se imprescindível a presença de professores capacitados que dominem a Língua Brasileira de Sinais (Libras), visando o estabelecimento de uma comunicação efetiva e clara com os alunos.
Além disso, baseando-se nos princípios de Immanuel Kant, a educação se constitui como uma importante ferramenta na valorização das diferenças possibilitando uma efetiva inclusão social, afinal, o ser humano é produto do que a educação faz dele. Baseando-se nessa perspectiva é preciso que tanto as escolas como as universidades inclusivas visem não apenas o ensino padrão, como também, a exploração de habilidades e talentos dos surdos que possam ser utilizados dentro do mercado de trabalho, facilitando-os, assim, o acesso.
É indubitável, portanto, que o Governo Federal, na figura do Ministério da Educação em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), deve promover a capacitação de professores atuantes nas escolas inclusivas por meio de reuniões, cartilhas, treinamentos funcionais e debates com os próprios estudantes visando uma maior aproximação e compreensão sobre as dificuldades de ambas as partes. Ademais, o Estado também deve conceder isenções fiscais a empresas privadas que destinem vagas a serem ocupadas por deficientes como estratégia de inserção. Espera-se, com isso, minimizar os desafios para formação educacional e profissional de surdos no Brasil.