ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/11/2017
No Brasil Colônia, vigorou na sociedade a “Roda dos expostos”, mecanismo de exclusão que evidenciava o escasso comprometimento com a inclusão de pessoas com deficiência. Hodiernamente, apesar de já existir legislação que ampare os direitos dos surdos, ainda enfrenta-se entraves na inserção social desses pela educação, posto pela inobservância das leis pelo vetor estatal atrelado a ínfima anuência da causa pelos âmbitos sociais. À vista disso, alardeia-se a premência de medidas profícuas frente aos desafios da formação educacional de surdos no país.
Em primeira análise, pode-se inferir que segundo a escritora brasileira pós-modernista Lygia Fagundes Telles cita no livro “Disciplina do Amor”, nascer no Brasil até que é bom, triste é não ter voz e vez. Dessarte, nota-se a veracidade da afirmação no que tange a omissão quanto à disponibilização pública de educação adequada as pessoas com “déficits” auditivos. Uma vez que, estas são comumentes postas as margens em instituições de ensino seja pela falta de profissionais especializados ou mesmo a inexistência de estrutura material para o trabalho. Tal situação, propiciada por ações contraproducentes governamentais, é ilustrada por dados do INEP, em que demonstram a redução de matrículas de surdos na educação básica. Com base nisso, é imprescindível o posicionamento fecundo do Executivo Federal.
Outrossim, segundo ao ideário iluminista de Voltaire, educar mal um jovem é dissipar capitais e preparar perdas e danos à sociedade. Nesse sentido, pontua-se que, sob o ângulo dos micropoderes sociais, os díspares meios pouco agem para atenuar a problemática. A exemplo disso, tem-se a irrisória participação de surdos no mercado de trabalho ou o fomento de atividades inclusivas. Com isso, esses fatores somam-se para perpetuar um quadro nefasto que vilipendia princípios de inclusão. Preconiza-se, portanto, as ações sociais para erradicar os imbróglios impostos aos surdos.
Por conseguinte, vale salientar que consoante ao livro “A Sabedoria das Multidões” de James Surowiecki, grupos realizam ações melhores juntos. Desse modo, para que isso aconteça, conforme ao elencado, cabe ao Governo Federal criar planos de ações que visem a inclusão dos surdos no meio educacional, com auxílio de professores e profissionais da área. Tais medidas devem ser feitas por meio dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Educação que, por suas vezes, devem destinar capital suficiente para construção, reformas de escolas inclusivas e contratação de profissionais especializados, com o efeito de promover igualdade de ensino para todos. Ademais, é imperioso que as ONG’s, em parceria com a iniciativa privada, disponibilizem cursos profissionalizantes, com o fito de maior inserção no mercado de trabalho