ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/11/2017
Desde os primórdios na Grécia Antiga, as pessoas que possuíssem algum tipo de deficiência, entre elas, as com problemas auditivos, eram vítimas de preconceitos por não se apresentarem segundo o padrão imposto pelo corpo social, sendo vistas como incapazes de fazerem parte da sociedade ou até mesmo de frequentarem as escolas. No Brasil contemporâneo, os indivíduos que sofrem com esse tipo de doença, ainda enfrentam grandes desafios para se incluírem no âmbito escolar, esse revés deve ser combatido urgentemente.
A priori, as instituições de ensino são de suma importância na vida de qualquer pessoa, formando o pensamento crítico, social e preparando os adolescentes para o mundo do trabalho, sendo assim direito de todo brasileiro ter acesso às salas de aulas. Porém, esse acesso acaba sendo dificultado para os surdos no Brasil, quando são submetidos as escolas sem estruturas adequadas e a falta de professores formados em LIBRAS, incapazes de ministrarem a aula de acordo com a necessidade do indivíduo, não possibilitando sua autonomia e participação nas atividades estudantis.
Além disso o forte preconceito disseminando a exclusão dos surdos, são fortemente vivenciados nas escolas brasileiras, ocasionando muitas vezes o afastamento da pessoa da educação, que segundo o renomado Immanuel Kant, será a responsável para definir o que homem será, reforçando a importância da educação para qualquer ser humano, e a importância dos surdos terem acesso a essa formação educacional.
Portanto, os desafios enfrentados pelos surdos no Brasil, devem ser discutidos e combatidos. A criação do programa pelo Ministério da Educação, “Educação para todos”, irá auxiliar os grupos de deficientes a se inserirem no âmbito escolar, com o apoio do governo disponibilizando recursos para adequações das escolas, como professores formados em LIBRAS, a fim de facilitar o desenvolvimento e entendimento do aluno com deficiência, além do acompanhamento com profissionais da saúde, como os fonoaudiológos, com acompanhamentos do quadro clínico da surdez, e os psicólogos ministrando palestras para os demais estudantes, sobre a importância do respeito e da boa relação com os surdos, a fim de promover a inclusão e permitindo uma formação adequada para os surdos.