ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/11/2017
Educação inclusiva
De um lado, a falta de estrutura pedagógica para lidar com os desafios de aprendizagem dos surdos. De outro, a falha na tentativa de inclusão de tal segmento na sociedade. Na atualidade, essa discussão se alastra entre o poder legislativo e os especialistas da área do saber. Nesse sentido, faz-se necessária a análise em âmbitos educativo e social.
Quanto às escolas, não há aulas de libras para as crianças do ensino fundamental. Tal fato, acentua o déficit comunicativo do portador de deficiência auditiva com seus colegas de classe. Por exemplo, se o aluno não interagir com os alunos de sua sala, poderá sentir-se menosprezado e elevar seu nível de desmotivação para a absorção de conhecimentos. Por conseguinte, a turma não o vê como membro do coletivo, mas sim, como alguém diferente e incompatível com o grupo, alimentando-se assim o preconceito.
Somado à isso, no que concerne ao professor capacitado, há uma grande desvalorização de tal pelo mercado de trabalho. Ocorre-se isso, devido à falta de atenção dada à questão da patologia em pauta (surdez). Uma empresa, por exemplo, na maioria das vezes por não ter uma obrigatoriedade de contratar um profissional conhecedor da língua de sinais, não o faz. Assim, deve-se repensar o papel social da sociedade civil em detrimento da viabilização de preferencia aos habilitados a se comunicar com os portadores da deficiência em questão.
Em síntese, a problemática está contida no processo de formação sócio-educacional do deficiente. Cabe ao Estado estimular com apoio monetário a iniciativa privada a dar mais atenção ao tema e incluir também a disciplina LIBRAS no currículo do ensino fundamental como disciplina essencial. Dessa forma apenas, poder-se-ia superar a situação educacional dos surdos.