ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 17/11/2017

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi, em 2002, reconhecida como segunda língua oficial do Brasil. Marco importante para a inclusão e reconhecimento dos deficientes auditivos na sociedade. Entretanto, mesmo com tal reconhecimento da língua, são poucas as pessoas que se interessam em conhecê-la, dificultando as relações dos surdos com ouvintes. Além disso, não existe uma preparação correta nos meios educacionais para recebê-los. Tal impasse acarreta no isolamento social dos surdos e preconceitos com os mesmos.

Estima-se que todo brasileiro conheceu ou conhece um deficiente auditivo, ainda assim, menos de um terço da população sabe a língua de sinais, empecilho esse que favorece o isolamento dos surdos da sociedade. Muitos sentem-se desconfortáveis ao lado de ouvintes pois, em muitos casos, são ignorados pelos mesmos, além de maioria dos ouvintes não saberem se comunicar por não haver incentivo de aprendizagem das libras. Por conta disso, não raro, os surdos são descartados em empregos, escolas e grupos de amigos.

Cabe também ressaltar que diversas escolas e universidades não estão preparadas para receber tais pessoas. Profissionais qualificados com formação em Libras são raros e materiais didáticos sobre a deficiência e como lidar com ela são pouco difundidos nas escolas e entre famílias. Não obstante a isso, surdos que desejam ter formação acadêmica e profissional muitas vezes são impedidos ou desistem por falta de recursos e por preconceito e ignorância da sociedade.

Por fim, medidas são necessárias para que haja inclusão, tanto socialmente, quanto educacional e profissionalmente. A mídia - televisão, Internet, jornal - poderia propor incentivos sobre a importância de aprender Libras e se comunicar com os surdos. Concomitantemente, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação , promoveriam recursos para o ensino de Libras nas escolas em geral, além de concursos que exijam dos professores o conhecimento básico na língua. Com isso, poderíamos provar, cada vez mais, que deficiência não é empecilho e preconceito não é solução.