ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 20/11/2017
A sociedade é regida pela Declaração dos Direitos Humanos desde o final da Revolução Francesa e assegura o direito universal à educação independente de raça, língua ou deficiência. Apensar disso, ainda pode ser encontrado no Brasil desafios para o cumprimento desse direito aos surdos, pois são poucos profissionais capacitados para o ensino em libras e existe resistências de algumas instituições para receber deficientes auditivos, devendo ter tais problemas solucionados.
Segundo pesquisa realizada pelo Data Folha, apenas 35% das escolas públicas e privadas possuem alunos surdos. Isso deve-se ao fato das instituições não estarem devidamente preparadas para recebe-los,pois possuem como base noções de cidadania sem a inclusão de deficientes, tornando-as resistentes e preconceituosas, assim como famílias que não aceitam a convivência dos filhos com surdos, principalmente em escolas particulares,por exemplo em escolas de Votorantim(SP).Outro ponto a ser destacado é a procura familiar para realizar a matricula nas escolas, como mostrou o documentário “Deficiente, mas cidadão”, que teve 15% dos deficientes auditivos inseridos no ambiente educacional, porque os outros 75% as famílias acreditavam que os filhos não poderiam ter uma vida normal, reforçando o preconceito da sociedade.
Além disso,não existe a capacitação adequada para profissionais de ensino, como os licenciados em letras em universidades federais e privadas. De acordo com reportagem realizada pelo “Profissão Repórter” da emissora Rede Globo, professores de vários cursos licenciados possuiram aulas de libras à distância, via internet, e não tinham conteúdos aprofundados, tornando ineficaz, pois não conseguem se comunicar com surdos, levando até mesmo a evasão escolar desses alunos por falta de entendimento. Entretanto, Algumas pessoas fazem o curso de libras separadamente em instituições particulares, tornando-se apto para educar.
Portanto, é visível que a sociedade tem um papel fundamental para a formação educacional de surdos, por isso, ONGs educacionais devem promover palestras em centros comunitários, para famílias de deficientes auditivos a fim de mostrar a evolução social e de qualidade de vida que a educação pode dar aos surdos. Em conformidade, o governo, através de fiscais e dique denúncias deve aumentar a fiscalização nas instituições de ensino para garantir a inclusão de deficientes auditivos, sob pena de multa caso não for cumprido. Sob o mesmo ponto de vista, o MEC em parceria com cursos privados deverá criar o programa “Preparados para incluir”, que terá como foco o fornecimento de bolsas para o ensino de libras para estudantes de licenciatura de forma obrigatória e para profissionais da educação de forma opcional para que assim estejam melhor preparados para a formação educacional de surdos.