ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/11/2017
Na pós-modernidade, é incontrovertível que a formação de deficientes auditivos ainda é um problema que faz do Brasil um país não inclusivo. Em função de todo um processo histórico de pensamento retrógrado, o deficiente é visto como inferior e incapaz de exercer atividades cotidianas, configurando um alto nível de exclusão social e ascensão do preconceito.
É primordial salientar a influência de um ideário arcaico sobre a sociedade brasileira que impede uma maior aceitação e inclusão de deficientes na sociedade. A exemplo disso é possível citar as antiguidades clássicas como Esparta que julgava os deficientes como incapazes de formar um exército forte e os sacrificavam. Hodiernamente ainda há raciocínios como esse, completamente preconceituosos, reafirmando a teoria machadiana na qual o homem é desprovido de virtudes a partir do momento em que o inferioriza por uma limitação.
Aliado a isso, o Brasil se mostra ser um país com falhas na educação de base não só do deficiente, mas também da sociedade em geral. A ausência de um convívio próximo é responsável pela incompreensão da deficiência. Desse modo o ideário Lamarckiano se faz presente ao afirmar que o ambiente modifica o ser, a partir do momento no qual o meio não propicia uma aproximação, o ser humano tem a tendência a estranhar o que se mostra diferente e sua forma de reagir a isso é através do preconceito, excluindo o deficiente das relações sociais, provando a teoria de Thomas Hobbes que o homem é o seu próprio vilão.
Diante disso não há dúvidas que a inserção de surdos no sistema educacional é um desafio que necessita de intervenção afinal, segundo as leis Newtonianas, o corpo tende a permanecer como está até que uma força maior aja sobre ele. Nesse sentido, vê-se necessária a intervenção do Ministério da Educação para promover a obrigatoriedade da aceitação de surdos em escolas comuns e inserção de libras no currículo escolar para que haja uma interação entre deficiente e não deficiente e a promoção da aceitação que visa reduzir os preconceitos. Além disso, é papel da mídia propagar a representatividade dessas pessoas de modo que a sociedade e o indivíduo estejam acostumados com isso. Com essas e outras medidas, o surdo deixará de ser negligenciado na sociedade e passará a ter uma educação de qualidade.