ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 17/11/2017

​ A educação é um direito de todos os cidadões, portadores de deficiências físicas ou não, garantido pela Constituição. Porém, a falta de profissionais preparados para lecionar a esta parcela da população, em especial aos surdos, aliado á falta de dinamismo na formação educacional destes, têm se tornado um desafio á educação de deficientes auditivos.

A Linguagem de Sinais abrange pouco ou nenhum vocabulário das disciplinas usualmente lecionadas no Ensino Básica, Médio ou Superior. Na disciplina de Química, por exemplo, não chegam a dez o número de sinais para o campo léxico dos conteúdos aplicados. O ensino aos surdos é, portanto, um desafio aos professores, os quais, conhecendo tais dilemas, não se motivam a preparar-se para lecionar a estes alunos em potencial, já que estabelecer contato entre conteúdos e estudantes se transforma em um desafio quase impossível.

Outro fator que se demonstra como problema no ensino é a falta de dinamismo nas salas de aula. Há pouca possibilidade de interação com o conteúdo e, a tecnologia, que poderia ser usada como grande aliada e ferramenta para o aprendizado, não é tão presente no meio quanto deveria. Estes e outros fatores, como a desconsideração com o ritmo e perfil de aprendizado de cada um, tornam o ensino lento e apenas teórico, desmotivando alguns a inclusive frequentarem a sala de aula e concluírem a formação básica.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve criar plataformas online que possam demonstrar, visualmente, alguns conteúdos das disciplinas lecionadas no Ensino Básico, Médio e Superior. Além disso, campanhas em universidades que ofereçam incentivos para estudantes que criem aplicativos e desenvolvam tecnologias voltadas para o ensino de surdos devem ser consideradas. Por fim, uma vez ampliado o uso de tecnologia no ensino e, portanto, descomplicado o aprendizado, professores devem ser incentivados com aumentos salariais e outros benefícios, através principalmente da mídia, a se dedicarem a ministrar aulas para deficientes auditivos.