ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/11/2017
No filme Baby Driver (2017), o pai do protagonista, Joe, apresenta deficiência auditiva. Em razão de sua condição decide isolar-se do mundo e se manter recluso em sua casa. Fora da ficção, a inclusão dos surdos na sociedade configura uma problemática social, uma vez que o Estado e os núcleos familiares não possuem discernimento acerca da formação educacional que deve ser garantida aos portadores dessa condição.
Em primeira análise, deve-se considerar a educação como um direito básico garantido pela Constituição. Embora haja inúmeros desafios para que seja exercida, há certo progresso, haja vista que a globalização e a tecnologia são ferramentas potencias no que tange ao desenvolvimento cognitivo, intelectual e social.
Outrossim, é indubitável que a maior parte das escolas de ensino fundamental e médio não apresentam profissionais capacitados. Nesse contexto, por não ser perceptível um avanço nas habilidades do estudante, os pais optam por não dar continuidade à carreira acadêmica do filho. Todavia, outros aspectos ilustram esse cenário, como o bullying que surdos são passíveis de sofrer no ambiente escolar. Tomando-se atitudes como essa, os responsáveis negligenciam as necessidades dos jovens.
Entretanto, problemas dificultam a resolução do impasse. Em vista da educação ineficaz que receberam, os deficientes em diversos casos decidem não seguir carreira profissional. No entanto, os que ingressam no mercado de trabalho tem que lidar com o preconceito tanto no momento da contratação como no ambiente em si, pois pessoas não sabem lidar com a condição do próximo, agindo com ignorância em certas situações. Segundo o pensador existencialista Jean Paul-Sartre: “A violência, independe da forma que se manifeste, é sempre uma derrota”.
Entende-se portanto que medidas devem ser tomadas. O Governo e a sociedade civil devem utilizar seus recursos com o fito de atenuar a problemática. Destarte, o MEC deve tornar obrigatória a capacitação em libras de estudantes nos cursos de licenciatura, devendo dar um prazo limite para que as Instituições se adequem ao parecer. Desse modo, os profissionais estariam aptos a atender um maior número de especificidades. Como também, em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) deveria criar campanhas de abrangência nacional, com o objetivo de conscientizar a população sobre as necessidades de deficientes auditivos, pois o tema não não tem a visibilidade necessária. Os meios midiáticos seria a ferramenta pela qual seriam propagadas ao público o conteúdos proposto. Tomando-se essas medidas, pessoas como Joe teriam mais oportunidades.