ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 18/11/2017

O cidadão brasileiro surdo sofre com diversos problemas. Entre eles, o mais preocupante é a comunicação, pois esta afeta diretamente sua escolaridade, visto que grande parte das escolas públicas brasileiras não têm a estrutura necessária para o ensino eficiente da LIBRAS, prejudicando sua autonomia e sua participação social.

Ainda que, em 2002, a Língua Brasileira de Sinais tenha sido reconhecida como segunda língua oficial do país, o número de brasileiros que têm o mínimo de conhecimentos sobre ela é alarmantemente baixo, reflexo da sua pouquíssima difusão pela comunidade escolar. Como consequência disso, os deficientes auditivos muitas vezes são obrigados a matricularem-se em instituições privadas e exclusivas, sendo essas, incapazes de solucionar completamente o problema da comunicação, visto que, para que o diálogo ocorra, é necessário que o emissor e o receptor da mensagem utilizem o mesmo código. Sendo assim, as escolas exclusivas não devem ser consideradas soluções pois, a medida que o aluno surdo aprende a se comunicar, o aluno de escola pública segue sem conseguir o entender.

A inclusão social do deficiente auditivo no sistema educacional brasileiro só pode ser alcançada através da difusão da Língua Brasileira de Sinais. Sendo assim, tomando como inspiração a Lei de Obrigatoriedade do Ensino de Cultura Afro-brasileira, deve-se regularizar o ensino da LIBRAS em escolas públicas e, em parceria com o Ministério de Educação e Cultura, promover cursos de capacitação em massa de educadores e da população em geral. Dessa forma, o país poderá tornar-se referência mundial em inclusão socio-educacional de surdos.