ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 19/11/2017

Embora o acesso à educação seja um direito assegurado pela constituição, é ingênuo acreditar que todos conseguem exercê-lo. O despreparo nas escolas brasileiras dificulta a formação educacional do aluno surdo, uma vez que a ausência de investimentos do poder público para se colocar em prática as medidas vigentes, como a formação de professores fluentes em libras e disponibilização de recursos tecnológicos para auxílio do aprendizado de alunos deficientes auditivos, junto à consequente falta de ensino de libras nas escolas impossibilita a educação desses alunos.

Referente as dificuldades na formação de deficientes auditivos é fato que apesar de constar na constituição como uma necessidade a ser sanada, as escolas brasileiras não possuem professores fluentes em libras, o que dificulta o aprendizado. A presença de professores que saibam se comunicar com alunos surdos é crucial para o desenvolvimento bem como acompanhamento adequado da educação a qual os alunos surdos têm direito. O Estado tem falhado em cumprir a lei, uma vez que não forma professores capacitados nem sequer oferece ou disponibiliza recursos tecnológicos para facilitar a comunicação.

Além disso, como consequência os alunos ouvintes não aprendem o idioma de libras e não conseguem se comunicar com os alunos surdos. Isso gera uma situação que culmina na evasão escolar e na queda no número de matrículas de alunos deficientes auditivos, como atestado pelo Ministério da Educação desde o ano de 2011 houve uma queda significativa no montante anual de alunos surdos matriculados. A dificuldade na comunicação e inclusão do aluno na classe resulta em desinteresse, queda de rendimento e evasão.

Diante disso, é urgente que o poder público, em parceria com o Ministério da Educação, invista na formação profissional do educador incluindo o aprendizado obrigatório de libras em sua carga horária, e que os professores, por sua vez, ensinem o idioma de libras nas escolas, haja vista que é obrigatório. Além disso, é dever das famílias, escolas e da sociedade como um todo, exigir do poder público o cumprimento efetivo e eficiente dessas medidas para que coloque, realmente, em prática o acesso igualitário da educação a todo brasileiro.