ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 19/11/2017

“Só será possível a existência de uma sociedade coesa, quando cidadãos se adaptarem ao processo de socialização”. A frase do filósofo Émile Durkeim remete a ideia de aglomeramento e respeito entre a comunidade. Porém, indivíduos cuja fisiologia apresenta deficiências físicas tem sem seus diretos educacionais limitados quando são submetidos a uma certa exclusão social. Dessa forma, o preconceito e o sistema educacional gradativamente mal estruturado dificulta a formação de pessoas com déficit auditivo e, subitamente acarreta em uma séria problemática.

Em primeira análise, é perceptível pessoas portadoras de deficiência auditiva sofrerem discriminação nos centros educacionais. Isso ocorre porque, na contemporaneidade, esteriótipos de que para se possuir a capacidade de absorver conteúdos e matérias de ensino superior só é possível se o estudante ter o corpo “normal” ainda permeiam a sociedade brasileira. Logo, apesar de existirem leis que asseguram o direito de aprendizagem para deficientes físicos, como a Lei nº 13.146, alunos ainda tem se deparado com problemas relacionados ao preconceito, dificultando ainda mais sua formação, e atingindo de certa forma sua performasse. Portanto, paulatinamente tem se tornado difícil incluir esse grupo com necessidades especiais no meio social, o que é inaceitável.

Outrossim, é patente a situação precária de algumas instituições de ensino públicas, onde não possuem uma estrutura adequada para indivíduos deficientes. Sendo assim, educandos portadores de surdez encontram limitações nas atividades dinâmicas em salas de aula, por dependerem das (Libras) Linguagem Brasileira de Sinais e não terem um professor responsável por ensina-lós. Além disso, muitas escolas se privam de matricularem jovens e adolescentes surdos, pelo fato de não possuírem verbas governamentais para contratarem profissionais formados na linguagem especifica dessas pessoas. Dessa maneira, é notório que soluções devem ser elaboradas para que a educação brasileira agregue a todos.

Destarte, medidas são necessárias para combater o impasse. O MEC (Ministério da Educação) em parceria com ONGs deve proporcionar nas escolas e faculdades palestras acompanhadas de professores formados em (Libras)  Linguagem Brasileira de Sinais e psicólogo, exercendo atividades dinâmicas como jogos e teatro, onde todos os alunos devem participar, com o intuito de discutir e dialogar sobre a importância de levar a educação para todos os cidadãos, independente da sua fisiologia humana. Ademais, o Governo Federal junto com o Ministério das Cidades pode direcionar verbas para reformas de salas de aulas, adequando-as também para alunos surdos, além disso, contratar mais mentores formados em libras para uma melhor aprendizagem e formação desses educandos.