ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/11/2017
No artigo 27 da constituição brasileira determina o direito à educação as pessoas portadoras de deficiência. No entanto, na prática esse direito está longe de ser garantido, visto que, indivíduos portadores de necessidades especiais, como a surdez, não possuem acesso a uma educação de qualidade e nem oportunidades de empregos por serem consideradas diferentes. De fato, o descaso com os surdos é uma afronta à cidadania.
Nessa perspectiva, a ausência dos gestores públicos dificulta o acesso a educação inclusiva. O Estado não prioriza em suas administrações assegurar uma educação de qualidade aos surdos, a falta de verbas destinada as escolas com o intuito de melhorar a infraestrutura e contratar profissionais qualificados, contribui para evasão escolar. Assim, por não terem amparo do Estado, muitos abandonam a escola por não possuírem uma perspectiva de futuro digno. Dados do INEP mostram que a matricula de alunos surdos na educação básica de 2013 a 2016 houve uma redução de 26%. Dessa forma, enquanto o governo estiver com os olhos fechados a busca por uma educação eficiente que atenda os surdos será uma utopia.
Ademais, a sociedade corrobora para a discriminação dos direitos de pessoas com deficiência. Muitos consideram o surdo como incapaz de realizar algum trabalho ou obter aprendizado por não conseguirem se comunicar. Dessa maneira, a sociedade o discrimina, sem ofertar vagas em empresas ou serviços públicos, além de não terem o interesse de aprender Libras considerada a segunda língua oficial do Brasil, assim não possuem oportunidades no mercado de trabalho, sendo marginalizados socialmente. Dessa forma, a negligência e o preconceito são marcas de uma sociedade que não respeita o outro.
Conceber medidas para promover a inclusão social é essencial para assegurar uma educação de qualidade a pessoa com deficiência. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação tornar obrigatório nas escolas a disciplina de Libras, com o intuito da população aprender essa língua e tornar efetiva a comunicação na sociedade. Ainda, o governo deve destinar verbas as escolas, contratando profissionais qualificados a fim de ampliar habilidades funcionais do estudante, colaborando para sua formação e autonomia.