ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/11/2017
Surdos, mudos e cegos. Todos, sem exceção, devem ter o direito à educação garantido, afinal, a maior tese defendida pela Revolução Francesa (processo social que revolucionou o mundo) é a igualdade. Entretanto, mesmo com a gradativa adaptação das escolas ao bilíngue, pessoas com deficiência auditiva encontram problemas, principalmente, morais e sociais ao longo de sua escolaridade.
Em primeiro lugar, é necessário entender que o preconceito é o principal vilão contra a formação escolar dos surdos. Ao estar em um meio social, os deficientes auditivos são rotulados como “anormais” por pessoas que cultuam a padronização, surgindo assim a discriminação. Basea-se nisso a frase: " É mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito", de Albert Einstein. Por consequência desses atos imorais, os surdos encontram como única medida abandonar as escolar.
Ademais, os surdos que resistem ao preconceito encontram outro grande problema: A dificuldade de ingressar no mercado de trabalho. É de suma importância entender que a motivação dos jovem a estudar é a sua futura profissão. Com isso, se o mercado de trabalho não englobar os surdos, algo que está acontecendo atualmente, estes não serão motivados e assim não completarão, no mínimo, o ensino médio.
Diante desse cenário, portanto, medidas são necessárias para garantir a formação escolar dos surdos. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação, em parceria a ONGs e escolas, deve criar palestras públicas, com a participação de deficientes auditivos graduados em suas profissões, com o intuito de conscientizar e incentivar as pessoas a valorizarem indivíduos com esta deficiência. É essencial também que empresas privadas criem estágios para estudantes surdos, para que estes sejam motivados a vencer os desafios que se erguem contra a sua carreira escolar.