ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 20/11/2017
Desde a Terceira Revolução Industrial, na segunda metade do século XX, o Brasil vem progredindo de forma assídua em diversos setores econômicos e sociais. No âmbito educacional, por seu turno, esse crescimento também se mostrou evidente. Entretanto, a educação brasileira ainda possui falhas graves no contexto da inclusão social, enfrentando, por exemplo, desafios para a formação educacional dos surdos no país. Tais dificuldades, por sua vez, estão pautadas na falta de estrutura das instituições educacionais e de investimentos na educação, e precisam ser solucionadas por meio de propostas concretas e aplicáveis à realidade brasileira.
Em primeira instância, essa dificuldade para a formação dos surdos do país é decorrente da falta de investimento na educação. Com o dilema de cortar gastos, o Governo brasileiro tenta reduzir ao máximo as “despesas” nacionais nos mais diversos contextos, inclusive no educacional. Considerando que o Brasil possui o quinto maior PIB do mundo, segundo dados da Zenith Optimédia, esses cortes contínuos nos investimentos nacionais – principalmente no que diz respeito à esfera educacional – são inadmissíveis. O pior cenário desse contexto se manifesta quando considera-se a educação como um direito do cidadão – como previsto na Constituição Nacional – e, portanto, de investimento obrigatório e abrangente.
Sabe-se, no entanto, que na prática isso não acontece de forma integral, uma vez que nem toda a população surda do país tem acesso à educação (segundo dados do INEP). De certo modo, a falta de investimento acaba impossibilitando a inclusão plena dessa minoria na esfera educacional, pois resulta na má estrutura das escolas e instituições educacionais, e impossibilita a implantação de recursos tecnológicos e pedagógicos que auxiliem os surdos no aprendizado acertado das disciplinas acadêmicas. Trata-se, pois, de um ciclo complexo de causa e efeito que precisa ser solucionado.
Por isso, é necessário que o Governo, em parceria com o MEC, realize planos de investimento para o setor educacional, implantando recursos de aprendizado específicos para a população surda do país. Ademais, é necessário a implantação de recursos tecnológicos que auxiliem o aprendizado dos surdos no país, empregando, por exemplo, ferramentas modernas de visualização virtual e linguagem de sinais. Por fim, cabe ao Governo investir de forma mais intensa na educação, buscando colher os inúmeros frutos que ela pode trazer. Assim como disse Sir Arthur Lewis: “Educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”.