ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/11/2017

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, uma frase de Nelson Mandela, um indivíduo icônico que dedicou sua vida à luta pela conquista de direitos dos menos favorecidos. Analisando o recorte social brasileiro, nota-se que a minoria disposta à margem da inclusão socioeducacional é composta - principalmente - por portadores de necessidades especiais, inclusive auditiva.

O direito à educação é intrinsecamente assegurado por lei e concedido universalmente. Entretanto, o alcance desse direito é barrado por inúmeros desafios, como a inclusão de portadores de surdez parcial ou completa. Acontece que a segunda língua oficial do país, a Libras, não é amplamente difundida entre os profissionais da educação, restringindo as oportunidades de um ensino inclusivo no Brasil.

Ademais, uma pesquisa feita pelo Inep demonstrou que o número de matrículas em classes comuns e especiais sofre uma variação de aproximadamente 15 mil a cada ano, o que significa que o surdo carece de um ensino especial e inclusivo.

Assim sendo, as instituições de ensino privado e público devem dar prioridade aos profissionais da educação fluentes em Libras, e o Ministério da Educação deve incentivar aulas de Libras para todos os públicos, com a finalidade de concretizar a inclusão socioeducacional de surdos, bem como ceder a oportunidade dessas pessoas mudarem o mundo, nem que seja o delas.