ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 21/11/2017

Hodiernamente, não raro, observa-se através das mídias, televisivas ou sociais, o enfrentamento de diversos problemas relacionados ao desafio para a formação educacional de surdos no Brasil. São fatores que contribuem para essa problemática, a precariedade do ensino público regular para receber e ensinar com eficiência e igualdade os deficientes auditivos, bem como um legado histórico-cultural de ignorância e desrespeito para com as minorias.

Primordialmente, é pueril acreditar que as instituições de ensino brasileiras estão preparadas para oferecer um ensino de qualidade para os deficientes auditivos. Outrossim, é pequena a parcela de professores capacitada para trabalhar na formação de surdos em consonância com pessoas sem deficiência. Além disso, o país não fez grandes investimentos na construção de escolas com essa especialização. Segundo Peter Drucker, escritor, pai da teoria da administração, “planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes”. Nesse contexto, é indubitável que mesmo sendo um grande desafio, a sociedade deve aprender com os erros do passado e planejar um futuro melhor.

Ademais, historicamente, o Brasil tem mostrado uma nefasta apatia quanto ao respeito e inclusão das minorias, a exemplo dos surdos. Segundo Clement Attlee, político inglês, “a democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando o direito das minorias”. Sob tal ótica, a privação por falta de investimentos estatais efetivos já caracteriza desrespeito e descaso a essa população. Desse modo, é fundamental salientar que as ações aquém da necessidade nacional fazem agora urgir decisões acertadas como forma de inclusão social dos deficientes auditivos.

Medidas, portanto, são necessárias para atenuar os problemas. É imprescindível que o Ministério da Educação torne obrigatório nos cursos de graduação e obtenção da licenciatura, o ensino da Libras e Sistema Braille, para que os professores estejam aptos a oferecerem aos surdos um ensino provido de igualdade e qualidade nas escolas. É, também, essencial que o Governo, através da figura do Poder Executivo, construa escolas destinadas unicamente à formação dessa população, abrindo espaço para que os professores, também surdos, possam lecionar, gerando emprego e aprendizado ao mesmo tempo para os deficientes auditivos. Logo, adotadas essa ações o desafio na formação educacional de surdos, certamente, será menor.