ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/11/2017
De acordo com o Princípio Aristotélico,é preciso tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade.Tal objetivo,fundamentado pelo filósofo Aristóteles, envolve a necessidade de diminuir as injustiças contra aqueles considerados inferiores.Afinal,no Brasil ainda percebe-se uma elevada quantidade de portadores de necessidades especiais,como os surdos, sendo excluídos socialmente.Nesse contexto,as dificuldades aumentam para aqueles que desconhecem a proteção das leis e, assim facilitam a perpetuação de um preconceito histórico.
Em primeiro lugar, o desconhecimento dos direitos pelos deficientes auditivos dificulta a luta por melhores condições.Um exemplo pertinente envolve o acesso à educação,dever fundamental da Constituição de 1988 e o Estatuto do deficiente, no qual muitas instituições não aceitam esse público ou cobram taxas extras para ensiná-los. Fato que prejudica a inserção social, já que é por meio da escola-instituição de formação secundária- que existe possibilidade de inclusão e aceitação. Aludindo ao que afirmou a escritora Helen Keller, a primeira pessoa muda e surda a conseguir bacharelado, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Mas, infelizmente, ainda constitui-se como um desafio, pois em 2016, segundo o Inep, a matrícula entre classes comuns e especiais diferenciavam em 60%.
Além disso, ao não terem conhecimento sobre o que pode ser cobrado pelas leis federais e o próprio Estatuto, aumentam os problemas com discriminação. Como ocorre ao longo de séculos, em que o deficiente é visto como ser castigado ou punido pelos deuses como ocorreu em Esparta e Roma - época em que os indivíduos eram mortos logo que aparecia os denominados “problemas”. Paralelamente, em terras brasileiras, os indígenas exterminaram sumariamente as crianças vistas como defeituosas. Dessa maneira, todos esses eventos refletiram na contemporaneidade seja com o Holocausto-eliminação dos considerados indignos da raça ariana-ou pelas altas taxas de intolerância no meio social. Em síntese, essa constante explicitação de ódio torna os surdos temerosos a exercer a cidadania, pela maneira de alcançar a educação e entrar no mercado de trabalho.
É evidente, portanto,que os deficientes auditivos são marginalizados no decorrer da história,sendo necessário a mudança nesse contexto para um melhor crescimentos das habilidades e talentos. Para isso, é imprescindível que o Governo desenvolva da melhor maneira as ações afirmativas- porcentagem que garanta a participação desse público em escolas e faculdades. Possa ainda, em parceria com a mídia, desenvolver campanhas que mostrem as dificuldades diárias de quem possui deficiência auditiva. É importante também a participação da escola com palestras e recursos como o ensino de libras e brainle para todos os alunos, objetivando aumentar o conhecimento sobre esse público.