ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/11/2017
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros igualdade perante à lei, tendo os mesmos direitos ao acesso a saúde e educação por exemplo. No entanto, tal direito é muitas vezes negligenciado a algumas minorias, como a parcela surda. Dentro desse contexto, salienta-se que a falta de investimentos e também de políticas públicas, aliada a escassez de professores especializados em educar o público surdo, acarreta em exclusão dessa parcela da população no âmbito educacional. Primeiramente, compreende-se que grande parte dos investimentos em educação são destinados ao ensino regular, excluindo o ensino especial, no qual encontram-se os surdos. Segundo o IBGE, apenas 3% do dinheiro reservado para educação é utilizado no processo de formação de pessoas que não ouvem, nessa perspectiva, constata-se a precariedade de ensino a tais jovens. Além disso, a falta de profissionais graduados em Libras, língua utilizada pelo público surdo, acarreta em exclusão e dificuldade em promover a educação a esta esfera. O Ministério da Educação, através de pesquisas, relatou a existência de um professor para cada dezoito não ouvintes. Dessa forma, salienta-se que existem inúmeros desafios na educação dos surdos no Brasil.
Em segundo plano, constata-se que a ausência de políticas públicas, como campanhas midiáticas e incentivo ao ensino, contribuem significativamente para a exclusão dessa esfera no ambiente educacional. Com o sistema capitalista vigente na contemporaneidade, a busca incessante por progresso e desenvolvimento faz com que muitos governos, como o Brasil, priorizem seus olhares para pessoas que possam promover um avanço na economia, excluindo a parcela considerada incapacitada, como os surdos. Tal fato, é visualizado nas redes sociais, no qual propagandas que estão vinculadas a educação enfocam apenas alunos do ensino regular.
Portanto, como o filósofo Kant mencionava “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, medidas fazem-se necessárias, a fim de minimizar os desafios para a educação do público surdo. O Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Trabalho, deve investir na criação de cursos de graduação em Libras, aumentando o número de profissionais capacitados em educar surdos e, assim, suprir a escassez de professores do público especial. Também é válido, que a mídia, como a principal influência da sociedade contemporânea, divulgue, através de propagandas e campanhas, a importância da formação educacional do surdo, diminuindo sua invisibilidade. Além disso, o Governo Federal, deve destinar uma parcela significativamente boa em investimentos para tal esfera, amenizando assim os obstáculos da formação dos surdos no Brasil.