ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2017
Na Grécia Antiga, deficientes auditivos eram considerados pessoas amaldiçoadas e enfrentavam grande preconceito do tecido social. Além disso, a educação era considerada luxo para poucos naquela época, o que tornava os surdos pessoas a margem. No Brasil atual, a formação educacional dessas pessoas ainda é um desafio, visto que, não só há a exclusão dessa parcela por conta da discriminação, como também são poucos os profissionais capacitados para lidar com deficientes auditivos.
É possível afirmar que a segregação de surdos no meio educacional é uma problemática que envolve o preconceito da população com deficientes físicos, tendo em vista que o mercado de trabalho dá preferência a pessoas sem limitações físicas. Isso provoca uma desmotivação nas famílias de crianças com surdez e em surdos que gostariam de iniciar um curso superior. Sendo assim, fica evidente que o preconceito é um fator que amplia tal sequela.
Vale também ressaltar que a taxa de professores com especialização em libras é outro facilitador dessa lógica excludente. Com isso, o baixo índice de entrada de crianças surdas na educação básica tende a aumentar. Com base em uma pesquisa do INEP, de 2011 á 2016 houve um decréscimo de 10% nas matrículas das classes especiais e de 3% em matrículas de classes comuns. Desse modo, é indiscutível que medidas são necessárias para resolver o impasse.
Segundo o líder pacifista Nelson Mandela, quando há um problema, deve-se enfrentá-lo e não disfarça-lo. Sob essa ótica, a fim de atenuar o problema o Governo Federal, aliado a esfera estadual devem promover eventos de interação anuais em todo o território nacional, com palestras de grandes sociólogos e psicólogos brasileiros sobre a deficiência, envolvendo universitários de todas as federais do país, pessoas comuns e deficientes auditivos, a fim de aproximar as realidades e despertar nos futuros profissionais o interesse em estudar libras. Dessa forma, o preconceito diminuiria drasticamente, possibilitando maior inclusão social e sensibilizando os futuros empregadores, professores, médicos e advogados a ajudar na diminuição da segregação,