ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2017
Atualmente, não muito raro, observa-se nas mídias televisivas e sociais que o Brasil vem enfrentando problemas para garantir a formação educacional de surdos no país. Tal fato se deve não só a falta de investimento por parte do poder público, como também o despreparo dos profissionais da área da educação em atender esses alunos.
Com o pouco valor investido pelo poder público na educação de surdos, o deficiente auditivo tem enfrentado dificuldades em ter acesso a uma educação de qualidade, pois, são poucas as instituições de ensino preparadas para atendê-lo, além do acesso a poucos materiais em braille, pouca oferta de cursos a distância em libras, entre outros.
De acordo com Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. Nesse contexto, é possível analisar que a falta de conhecimento dos profissionais da educação em atender a população surda, contribui para que o problema continue. Mesmo com a instituição da Lei 13146 de 2015, em que garante uma qualidade de ensino ao surdo, são poucos os professores qualificados para atender essa demanda, prejudicando esse indivíduo frente as pessoas que não tem deficiência auditiva.
Segundo a 1ª Lei de Newton, um corpo tende a permanecer como está até que uma força atue sobre ele. Portanto, faz-se necessário que o governo federal seja uma força atuante destinando um valor maior da tributação arrecada para a educação, para que o Ministério da Educação possa investir no aprendizado do surdo, com a compra de uma maior quantidade e variabilidade de livros em braille, no incentivo a instituições de ensino a distância e presencial, com isenções fiscais para as redes ensino que inserirem os alunos com deficiência em suas turmas e principalmente na capacitação dos professores, para que os surdos possam ser atendidos em todos os colégios com qualidade e sem discriminação.