ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 26/11/2017
SEGREGAÇÃO DO DEFICIENTE AUDITIVO
Embora a Constituição Federal do Brasil preconize que a educação seja um direito universal, a formação dos portadores de deficiência auditiva, além de ser deficitária, é, solenemente, desprezada - ainda que prevista em lei - resultando em segregação e exclusão deste grupo social.
As insuficientes políticas educacionais de Estado para os surdos impedem a sua plena inserção política, social e econômica. Os obstáculos são relevantes.Um fato marcante é a discriminação nas relações de trabalho. De um lado, o deficientes auditivos convivem com obstáculos adicionais para conseguirem estudar, aprender, e se formar. De outro, mesmo tendo a formação necessária, são preteridos nos processos seletivos, e não conseguem ingressar no mercado de trabalho.
A precariedade na formação educacional engendrou nas últimas décadas algumas medidas (políticas públicas) para mitigar a exclusão social deste grupo vulnerável. Na Carta Magna de 1988, os artigos 27 e 28 abordam os direitos dos deficientes auditivos. Em 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida ( lei nº 10.436) como segundo idioma oficial do país. Entretanto, para lidar com as demanda dos surdos os recursos materiais( material no sistema braile e tecnologia assistida) e os recursos humanos (profissionais da educação capacitados) ainda são insuficientes.
Enquanto a formação educacional inclusiva para para os portadores de surdez não for considerada como tema de alta relevância por todas as instâncias do Estado e da sociedade civil, os brasileiros surdos permanecerão segregados. Até quando?