ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 25/11/2017
No século XIX, no governo de Dom Pedro II foi criada a primeira escola para pessoas com deficiência auditiva. O filósofo/escritor norte-americano Elbert Hubbard, disse que “uma máquina consegue fazer o trabalho de cinquenta homens ordinários, mas nenhuma máquina consegue fazer o trabalho de um homem extraordinário”. Uma vez que, o ser humano é o único que pode romper as barreiras que dificultam/impedem a inclusão de pessoas surdas.
As instituições de ensino brasileiras, com algumas poucas exceções, não oferecem o suporte necessário para essas pessoas. Apesar, da lei número 10.436 sancionada em 2002, dizer que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ser oficialmente a segunda do País, mas na prática isso não ocorre. Isso se comprova, não apenas pela falta de professores qualificados para ministrar essa língua para os alunos em geral e acompanhar o(s) aluno(s) nas outras aulas ministradas pela instituição, promovendo-lhe(s) suporte na sua língua, mas também pelas escassas vagas destinadas a eles. Além disso, é mais fácil para uma pessoa que não tem deficiência auditiva aprender a linguagem de libras do que um deficiente auditivo aprender a falar “oralmente”.
Outrossim, muitas vezes esses indivíduos se deparam com tantos desafios no mundo, para lazer, trabalhar, estudar e se socializar de uma forma fácil/eficaz que muitos acabam desistindo de várias coisas que são importantes para eles, por falta de amparo seja da empresa, colégio/ universidade, governo e da sociedade em que vive, que às vezes acaba dificultando em vez de facilitar o seu estilo de vida. Tendo em vista, todos os problemas/dificuldades enfrentados por esses indivíduos, pode-se afirmar que um aparelho extraordinário (aparelho auditivo) destinado a pessoas que sofrem com a perda da audição, não resolverá o problema que eles enfrentam na sua formação educacional. Porém, ele poderá ser amenizado através de pessoas extraordinárias, que podem oferecer mais vagas para eles nas suas empresas, seja ela do ramo educacional ou de trabalho.
Desse modo, o governo por meio de instituições de ensino público/privada, deve negociar e aumentar o número de vagas destinadas a pessoas com algum grau de deficiência auditiva e também obrigar todas as escolas/colégios que desde o primário devem conter obrigatoriamente no seu currículo a Língua Brasileira de Sinais, com o propósito de erradicar a dificuldade que a maioria da população têm de se comunicar com eles, daqui alguns anos. Empresas privadas podem aumentar as vagas destinadas a eles, e por intermédio de professores de libras disponibilizar aulas de libras para seus funcionários, com a finalidade de prepará-los para se comunicar com todos no ambiente de trabalho e fora dele.