ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 25/11/2017
Segundo o ativista político Martin Luther King, uma injustiça em qualquer lugar do mundo ameaça o cumprimento da democracia universal. Nesse sentido, os deficientes auditivos no país fazem parte dessa camada de excluídos no âmbito educacional. Dessa forma, é necessária uma análise da atual problemática na sociedade brasileira que deve enfrentar o dilema de uma forma mais organizada.
Em primeiro plano, conforme o cientista e pensador Albert Einstein, é mais fácil dividir a unidade fundamental da matéria- o átomo - do que acabar com algum tipo de preconceito. Assim, é indubitável que a intolerância gera evasão escolar, porquanto crianças presenciam um ambiente escolar, no qual a socialização é um desafio, haja vista que ficam isoladas perante aos outros alunos. Por conseguinte, as famílias abdicam o dever da educação. Comprova-se isso por dados da BBC News Brasil, em que a partir do ano de 2012, houve uma queda de 8% no número de matrículas de surdos no Brasil.
Outrossim, as injustiças que eram temidas pelo advogado americano - no qual a luta se concentrou para a validação de voto de negros nos EUA-, são comuns diariamente nos colégios públicos e privados, posto que muitas instituições não estão abertas para receber os surdos. Configura-se, portanto, um ato que vai de encontro à Constituição Cidadã. No entanto, não existe qualquer tipo de punição para os indivíduos que cometem essa crueldade e infelizmente acontece a banalização do ocorrido, pois conforme o filósofo Jeremy Bentham uma punição que não é acertiva corrobora para novos crimes. Desse modo, é inadmissível a persistência desse dilema na sociedade brasileira.
Destarte, para atenuar os casos de negligência no que tange aos alunos surdos, é imperioso que a mídia televisiva aborde essa temática por meio de séries, novelas, filmes e propagandas, com o fito de proporcionar uma reflexão acerca do tema. Ademais, cabe aos parlamentares propor um projeto de lei que puna casos de rechaço educacional, com o objetivo de evitar novos crimes. Assim se inicia o caminho para combater os desafios enfrentados pelos deficientes todos os dias. Espera-se, com isso, o cumprimento efetivo da Democracia, em que todos são iguais e possuem os mesmos direitos e deveres.