ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 27/11/2017

A formação educacional de surdos no país é uma realidade que precisa ser enfrentada de forma consistente tanto pela população quanto pelas autoridades. Desse modo, nota-se que esse tema precisa, urgentemente, ser discutido, pois tem-se evidenciado que as matrículas nas escolas estão diminuindo, gradativamente, ano após ano. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e a ineficácia sócioeducacional no Brasil.

Em primeiro plano, é notória a necessidade de que o Estado intervenha através de políticas que auxiliem definitivamente a inserção desses indivíduos no meio educacional. Desde o século XIX o país já possuía métodos para introduzir os deficientes auditivos ao estudo. Entretanto, a escassez de material, profissionais adequados para o ensino somados ao preconceito realizado pelos cidadãos, ainda permanecem inseridos na contemporaneidade. Diante disso, percebe-se que muitos alunos enfrentam dificuldades na aprendizagem e veem seus direitos previstos na Constituição Federal, serem infringidos e permanecendo impune perante a discriminação. Consequentemente, essas pessoas acabam desistindo de suas matrículas devido essa deficiência.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a precariedade das instituições de ensino e a desigualdade social. Em consoante ao jornal o Estadão de São Paulo a diferença socioeconômica é evidenciado, já que cerca de 80% da população recebe no máximo três salários mínimos, prejudicando diretamente as pessoas incapacitadas que necessitam da formação educacional para dispor de uma profissão adequada a sua necessidade. Essa realidade está, diretamente, atrelada à precariedade do ensino, o qual não fornecem dos meios para propor ao surdo uma condição melhor que dificulta a sua inclusão social.

Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir no descaso das políticas públicas que agravam a formação desse ser humano. Logo, cabe ao Governo investir recursos provenientes de impostos para que o Ministério da Educação, por meio de inclusão na grade curricular de ensino aos futuros professores a língua Libras, além de dispor cursos preparatórios para aperfeiçoar todos da área de ensino, a fim de melhorar a capacitância desses profissionais para um bom atendimento a essa parcela do povo. Ademais, a mídia em parceria com ONGs podem, por intermédio de campanhas, propagandas, reportagens e ações sociais fomentar e sensibilizar a sociedade a cobrar das autoridades os direitos civis dessa minoria.