ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 28/11/2017

No Brasil, durante o Segundo Reinado, houve a implantação da primeira escola voltada para meninos surdos. Embora essa iniciativa simbolize um grande avanço na inclusão do deficiente auditivo, a sociedade brasileira ainda enfrenta desafios no que diz respeito a educação da população surda. Sendo assim, cabe analisar os fatores que colaboraram com essa problemática.

Em primeira análise, cabe pontuar que a falta de adaptação dos centros educacionais para a inserção do deficiente auditivo é uma das barreiras no processo de aprendizado. É ingênuo dizer que todas as escolas brasileiras possuem estruturas para acolher a população surda, pois a realidade do ambiente de ensino exclui os surdos por ser pouco adaptado e possuir poucos profissionais capacitados em libras. Segundo dados do INEP entre os anos de 2011 e 2016 houve uma queda de 5 mil no número de classes especiais e escolas exclusivas, estatística que comprova a carência no ensino voltado para os surdos.

Segundo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, o incentivo familiar é de grande importância para o desenvolvimento intelectual do surdo. Mas ao contrário disso algumas famílias que agregam deficientes auditivos em sua composição, preferem afastar os mesmo do ambiente escolar pois acreditam na dificuldade de socialização desses indivíduos. Essa decisão infere diretamente na formação social e pessoal dos mesmos, pois ao se privarem do conhecimento que a escola transmite, os surdos regressam um passo a mais no degrau da inclusão.

Infere-se, portanto, que a educação voltada para os surdos apresentam entraves que precisam ser combatidas. Nesse viés, o Ministério da Educação deve agir no ambiente escolar, contratando profissionais fluentes em libras, disponibilizando um para cada sala que possuir surdos, afim de fornecer uma educação de qualidade que facilite sua socialização, pois assim as famílias desses pessoas se sentiriam tranquilizadas e haveria um insentivo à busca de conhecimento. Medidas como essas são necessárias para o bem estar da população surda, afinal, como afirma o filósofo Platão, “O importante não é apenas viver, mas viver bem”.