ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 28/11/2017

As dificuldades e preconceitos enfrentados pela população com limitações físicas ou psíquicas estiveram presentes em variados momentos da história, tendo destaque na perseguição nazista. Contemporaneamente, as barreiras persistem, sendo a população com deficiência auditiva – os surdos – uma das mais afetadas. Com isso, é de extrema importância discutir mecanismos para inseri-los na sociedade, garantindo-lhes uma formação adequada e promovendo um real cumprimento da equidade constitucional.

Primeiramente, há que se ponderar que a precariedade das ferramentas de adequação as necessidades desses deficientes ainda é uma das principais barreiras na democratização do ensino a esse público. Tais entraves vão contra o ideal de igualdade garantido por lei na Constituição Federal de 1988 e dificulta o acesso à educação, um dos direitos básicos de qualquer cidadão. Isso desestimula os surdos, que, em muitos casos, acabam abandonando a formação acadêmica e sendo excluídos da sociedade.

Além disso, o preconceito é outro fator que corrobora o acontecimento de tal segregação. Com isso, uma parcela da sociedade propaga ideais retrógrados que desmotivam quem já tem uma imensa dificuldade em incluir-se na sociedade. Tais atitudes contrastam com o mito grego “O leito de Procusto”, no qual o personagem, de maneira autoritária, forçava quem não se adequava ao seu tamanho a caber de qualquer forma em sua cama – esticando ou encolhendo. Isso é totalmente reprovável em um estado democrático de direito.

Portanto, o preconceito e as precariedades nas adaptações para garantir aos surdos o acesso à educação são os principais problemas a serem resolvidos. Para consertar tal problemática é necessário que o Governo, por meio do Ministério do Planejamento, amplie os recursos destinados a adaptações as pessoas com necessidades especiais nos ambientes de ensino. Além disso, é importante que o MEC promova campanhas, em conjunto com a imprensa, visando à valorização das diferenças e o combate ao preconceito. Assim, minimizar-se-á os efeitos de tal problemática e fará com que a educação seja garantida a todos de fato.