ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 30/11/2017

Durante a instituição do nazismo na Alemanha, pessoas portadoras de necessidades especiais eram tratadas de maneira bastante diferenciada, sendo sujeitas a atos crueis e que desrespeitavam os Direitos Humanos. Assim, no contexto hodierno, é perceptível uma falta de cuidados em relação a essa parcela da população. Ademais, a educação para surdos, muitas vezes se encontra falha e precisa ser discutida a fim de se garantir a inclusão estudantil e a possibilidade de uma vida digna.

Nesse âmbito, é importante notar a falta de profissionais qualificados nessa área para a obtenção de amparo aos surdos. Além disso, verifica-se uma concentração socioespacial de educadores desse tipo, não atingindo, com eficiência, toda a demanda nacional para o problema. Destarte, o sentimento de empatia é necessário para se estabelecer vínculos mais fortes com esses indivíduos, obtendo-se maior qualidade de ensino. Assim, de maneira complementar, o psicólogo estadunidense Carl Rogers citou: “ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.

Dessa forma, a Constituição Federal de 1988 assegura a qualidade de ensino a essa parte da população, porém, percebe-se que a prática se destua do promulgado. Isso acontece, em grande parte, pela liquidez dos valores das pessoas hodiernas, como consta na teoria da “Modernidade Líquida” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Desse modo, a falta de projetos e debates que envolvem o assunto deixa-o à margem do que é proposto no meio político.

Em síntese, a educação para surdos é de grande necessidade no meio contemporâneo. Assim, a iniciativa privada poderia fazer doações a ONG’s, incentivando projetos educacionais a indivíduos com algum tipo de deficiência. Além disso, o Governo, por meio do Poder Legislativo, poderia criar leis mais eficientes para a fiscalização de escolas perante a acessibilidade e ao ensino a pessoas portadoras de necessidades especiais. Em vista disso, seria possível garantir uma vida digna com a inclusão no meio estudantil e posterior inserção no mercado de trabalho, participantes desse grupo.