ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 01/12/2017

Esparta, cidade-estado da antiga Grécia, era reconhecida pelo seu caráter militar e pela segregação ou ainda assassinato aqueles que possuiam algum tipo de deficiência. Entretando, a intolerância vista durante a antiguidade clássica vem diminuindo consideravelmente no Brasil, principalmente no que tange ao surdo. Ainda assim, impasses relacionados a causa permanessem no contexto educacional, tanto no viés estrutural como no social.

A princípio, é notável que apesar da constituição de 1988 assegurar o direito da pessoa deficiente a educação qualificada, na prática, tal fato não é visível. Dessa forma, a carência de investimentos corrobora para que professores brasileiros tenham, em sua maioria, uma certa dificuldade em se portar diante de um aluno com surdez. Tal fato está relacionado a ausência de uma preparação por parte do Governo no que diz respeito a capacitação do docente em libra, aos cuidados adicionais, a inserção do deficiente auditivo ou ainda nos métodos de ensino especial.

Ademais, o ambiente escolar, por vezes, se apresenta como uma verdadeira barreira na educação dos surdos. Sendo assim, a propagação do bullyng e a manutenção de aspectos culturais que disseminam a ideia de que o surdo é inativo socialmente, são alguns dos motivos que explicão a aversão familiar e do próprio deficiente auditivo aos meios educacionais. Dessa forma, o corpo biológico outrora descrito por Durkheim - que acredita que a sociedade possui partes que interagem entre si- perde seu equilibrio, uma vez que a educação qualificada dita para todos, acaba se tornando restrita a uma parcela da sociedade.

Torna-se evidente, portanto, que a educação aos surdos ainda permanesse como um impasse na sociedade brasileira. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação redirecione uma parcela dos investimentos para a capacitação dos professores em relação a libra e as demais atividades que o docente deverá tomar em sala de aula quanto ao aluno com surdez. Similarmente, ainda deverá promover palestras nas escolas e faculdades que fomentem a necessidade de inserir e respeitar o dicente com tais dificuldades. Somente assim, a realidade já vista em Esparta, seja totalmente distinta, a longo prazo, daquela enxergada no Brasil.