ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 03/12/2017
A discriminação à pessoa com deficiência pode ser contemplada desde as sociedades medievais, em que abandonavam as crianças que nascessem disforme por acreditarem que estas carregavam o mal. Contudo, esse preconceito ainda é uma realidade no Brasil, e, somado a falta de capacitação dos profissionais, torna-se necessárias medidas para a resolução das dificuldades da formação educacional dos surdos.
Em primeira análise, é preciso pontuar a questão da repulsa diante a essas pessoas com deficiência. Estas se deparam com a discriminação no ambiente escolar, primeiro local onde convivem e aprendem a lidar com as diferenças. Por conseguinte, aqueles que atingem uma boa formação, muitas vezes, não conseguem ingressar no trabalho pela presença do preconceito na mente do corpo social, o qual julga os surdos como alguém incapacitado.
Apesar da Lei nº 13.146 estabelecer que todo cidadão com deficiência tem direito à educação com objetivo de alcançar o máximo de desenvolvimento, a verdade no Brasil é outra. A falta de tutores nas escolas, juntamente com a ausência de treinamento de LIBRAS, faz com que o número de matrículas em classes comuns caia de 25 mil para quase 20 mil em 2016.
Portanto, cabe ao governo destinar verbas para área de educação, com propostas de inserção de treinamentos para tutores de LIBRAS para facilitar a formação dos surdos no mundo contemporâneo. Ademais, o MEC deve instituir nas escolas palestras ministradas por psicólogos e especialistas da área, a fim de pontificar o tecido social do preconceito que os deficientes sofrem. Por fim, a mídia deve cumprir seu papel social, a qual tem como meta desmitificar os estereótipos e erradicar o respeito por meio de propagandas e novelas, mostrando assim que o surdo, apesar de diferente, pode ser tão capacitado quanto outrem considerado normal.