ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/12/2017
No livro de Aldous Huxley “Admirável Mundo Novo” os cidadãos eram geneticamente modificados para possuírem fisiologia perfeita. Entretanto, fora das ficções isso não é uma realidade, já que o Brasil assegura e respeita os direitos democráticos de todos, sem distinção, como a educação de surdos. Nesse contexto, deve-se analisar como a estigmatização social e a pouca capacitação universitária dos professores são desafios para a formação educacional dos portadores de incapacidade auditiva. Primeiramente, cabe destacar que o estigma social afeta a vida plena dos indivíduos supracitados. Isso acontece porque, segundo a teoria marxiana, as classes dominantes determinam o comportamento da população. Assim, devido à alienação em relação a uma suposta falta de desempenho no mercado de trabalho, não há preocupação social sobre a inserção de pessoas especiais no ambiente de convivência. Logo, elas crescem com preconceito e, por consequência, possuem baixo rendimento escolar, pois não existe a valorização das capacidades individuais.
Ademais, cabe destacar que a ineficiente formação de professores aumenta os desafios educacionais. Visto isso, o educador Paulo Freire afirma na obra “Pedagogia do Oprimido” que o professor brasileiro é formado para exercer a profissão de forma massificada e nada inclusiva. Desse modo, por ineficiência das universidades, o despreparo desses agentes afeta o desempenho dos estudantes, já que eles enfrentam barreiras físicas e psicológicas. Por isso, a desesperança na aprendizagem afeta a sua inclusão como cidadão formado educacionalmente, devido a pouca atenção. Portanto, em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório nos Ensinos Fundamental e Médio o ensino da Língua Brasileira de Líbras, por meio do envio de profissionais que atuam na área, com o intuito de dar visibilidade e diminuir o preconceito. Em segundo lugar, as universidades devem tornar obrigatório em cursos de licenciatura, a capacitação de pessoas para lidarem com as com os deficientes, como única forma de obter o certificado de conclusão de curso, com o objetivo de tornar a educação mais inclusiva.