ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 10/12/2017
Negligenciado, discriminado e excluído, essas são algumas expressões que definem a atual situação dos surdos no Brasil. Em uma análise aprofundada da situação, observa-se que a formação educacional dos deficientes auditivos é extremamente necessária e existem desafios que a impedem de ser feita.
Para Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Desse modo, a educação é de suma importância para todos, visto que é na escola que se começa a socializar, entrando em contato com outras pessoas da mesma faixa etária, é nas instituições de educação que se adquire autonomia e consegue a graduação necessária para ingressar no mercado de trabalho, que é o mais importante, pois sem a graduação o deficiente ficará sem um trabalho formal, o que culmina em situações que ele ficará dependente de outras pessoas.
Ademais, existem desafios que impedem a formação educacional dos deficientes auditivos. Segundo a Constituição Brasileira de 1888, é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação. Entretanto, segundo o Inep, em 2016, foram disponibilizadas apenas 6 mil classes especiais para a matrícula de alunos surdos, o que é preocupante, principalmente nas regiões de difícil acesso a educação onde não tem nenhum suporte para auxiliar os deficientes auditivos. Outrossim, a maioria dos surdos não têm acompanhamento de um profissional capacitado para auxília-lo nas escolas regulares, dificultando sua formação escolar. Além disso, é importante citar o preconceito que os deficientes auditivos sofrem em relação a disputa no mercado de trabalho.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para a resolução do impasse. Cabe ao MEC disponibilizar profissionais capacitados para darem o suporte necessário a alunos surdos nas escolas regulares. Além do mais, concebe as prefeituras financiar para que todas as cidades possuam instituições educacionais especiais para deficientes auditivos. E, o Ministério das Comunicações, por meio de propagandas em horário nobre, deverá conscientizar a população para não negligênciar os deficientes, afim de acabar com o preconceito vigente na sociedade. Também, compete a Mídia desenvolver um aplicativo gratuito, com todo o alfabeto de libras, afim de facilitar a comunicação com essas pessoas.