ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 11/12/2017

O filósofo Maquiavel, autor do livro “O Príncipe”, afirma, em sua conjuntura teórica, que as desigualdades e conflitos sociais são, em geral, decorrentes de heranças históricas; a ideologia é ratificada no Brasil através do período Colonial, uma vez que a educação era excludente e privilegiava camadas sociais majoritárias. Os estorvos na formação acadêmica de deficientes auditivos no Brasil devem-se à indiferença populacional e ao descaso governamental. A falta de acessibilidade na educação de surdos no Estado torna mister a tomada de novas medidas que resolvam definitivamente a questão.

A priori, raízes históricas explicitam o desprezo do Estado em relação aos direitos dos deficientes, visto que, durante a II Guerra Mundial,- período de grande ascensão de ideais antagônicos à moral e à ética social- os dirigentes estatais propagavam sem pudor discursos de ódio e violência contra os deficientes. À guisa de dados relevantes do INEP, em decorrência da precariedade estrutural nas instituições de ensino, apenas 23 milhões de surdos são matriculados nas escolas de ensino básico no Brasil.

A posteriori, o filósofo Russeau, renomado pensador das correntes iluministas, abona em sua dialética do contrato social, que, em um Estado democrático, a Nação deve suprir as necessidades dos cidadãos, contudo, muitos problemas dificultam a ascensão dos ideários de Russeau no Brasil, já que a exacerbada corruptibilidade executiva transgride negativamente os programas de inclusão ao deficiente auditivo nas escolas brasileiras. Ademais, em decorrência da ausência de programas e cursos de preparos aos docentes pedagógicos, os surdos ficam à mercê do preconceito e da discriminação.

O pensador social Immanuel Kant, célebre filósofo iluminista, ratifica, em seus discursos que a educação é uma ferramenta primordial para a formação do indivíduo. Nesse viés, cabe ao Ministério da Educação, com sua alta influência legislativa, o papel de intermediadora social, deve, através de palestras nas escolas, fomentar cursos de preparação aos professores e docentes das instituições de ensino com o intuito de atenuar a desigualdade na educação dos surdos no Brasil. Outrossim, cabe à Mídia, com seu alto poder de persuasão, o papel de influenciadora individual, deve, a fim de diminuir a indiferença populacional, estamentar campanhas publicitárias que externem a realidade pedagógica vivenciada pelos deficientes auditivos no Estado. Dessa forma, o Brasil se desenvolverá plenamente em sua esfera social com igualdade e fraternidade.