ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/12/2017

O processo de inclusão social no Brasil é gradual, seja pela lenta mudança de mentalidade da sociedade, seja por ser um país muito diversificado. Essa lentidão acaba gerando problemas para a formação educacional de cidadãos que necessitam de acesso, como, por exemplo, os surdos. Essa minoria precisa de políticas afirmativas públicas e de um maior engajamento por parte da população em geral.

A Constituição Federal do Brasil deixa claro em várias partes que os cidadãos são iguais perante a Lei e que a educação de qualidade deve ser um acesso de todos. Entretanto, de acordo com a recente pesquisa do INEP, isso não vem sendo praticado, uma vez que o número de deficientes auditivos matriculados nas escolas vem diminuindo. Logo, isso dificulta, por exemplo, os surdos de obterem um cargo profissional de qualidade.

Associado a isso, os surdos ainda sofrem com a violência simbólica, conceito do sociólogo Pierre Bordieu, que é quando a minoria vira vítima da sociedade em geral por ser diferente dos padrões da maioria. Esse caso acontece, por exemplo, quando uma empresa não tem suporte para aceitar um funcionário surdo ou ainda quando determinadas pessoas não toleram essa deficiência em certos grupos.

Fica claro, portanto, que o Ministério da Educação em conjunto com todos os entes federativos devem criar políticas afirmativas de inclusão, por meio de mecanismos como aulas interativas sobre diversidade social desde o Ensino Primário para que os estudantes cresçam aprendendo a serem mais empáticos com o próximo. Além disso, é essencial que o Poder Legislativo crie Leis de incentivos às empresas contratarem deficientes auditivos com o intuito de reservar uma porcentagem de vagas para essa minoria. Somado a isso, a mídia através de uma parceria entre imprensa e publicidade pode ajudar no engajamento social: esta divulgando novas ideias e aquelas noticiando os resultados.