ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/12/2017
Foi apenas em 1857, durante o governo de Dom Pedro II que homens com deficiência auditiva tiveram a oportunidade de acesso à educação. No entanto, mesmo após 160 anos, essa parcela da população enfrenta graves desafios no seu cotidiano, em especial na sua formação educacional.
Numa pesquisa realizada pelo Inep, o número de matrículas na educação básica feitas para estudantes surdos nas escolas comuns é o dobro do que em escolas exclusivas. Isso evidencia que os estudantes com necessidades especiais não querem ser colocados à parte dos outros estudantes. O que é perfeitamente plausível, já que é papel da Escola se adaptar ao aluno. Em analogia, o super herói Demolidor tem deficiência de visão, e isso apenas o ajudou a ter os outros sentidos mais aguçados, que é seu super poder.
Além disso, segregar estudantes comuns de estudantes com necessidades especiais só incentiva a desinformação e o preconceito do primeiro grupo em relação ao segundo. Inclusive, libras foi reconhecida como segunda língua oficial do país em 2002, por meio da Lei n°10436, por isso deveria ser aprendida por todos.
Em suma, é necessário tornar os desafios dos estudantes surdos no mínimo, os mesmos dos estudantes comuns. A priori, o Ministério da Educação deveria dispor as libras no currículo obrigatório, para que todos os cidadãos estejam preparados para incluir e acolher outros com essa necessidade, visando a ampliação da comunicação entre surdos e não-surdos. A posteriori, o Ministérios da Comunicação, em parceria com as redes televisivas e até grandes canais no Youtube, legendar ou traduzir para libras, programas de entretenimento e educação, facilitando assim, a integração do público surdo com a produção cultural e artística do país. Dessa maneira, tornando o país mais igualitário e integrado com todos os cidadãos, independente das suas especificações físicas.