ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/12/2017

A queda no número de alunos surdos matriculados em instituições de ensino não significa que existem menos surdos no país, mas sim, que pode estar ocorrendo uma falta de interesse ou até mesmo uma falta de oportunidades de estudos.

A libra, linguagem brasileira de sinais, é utilizada para que surdos comuniquem-se entre si e/ou com pessoas não surdas. Porém, como toda linguagem, precisa ser ensinada e aprendida, e se surdos e não surdos não tiverem meios e acesso para aprender tal língua, a comunicação fica comprometida, impedindo o aluno surdo de participar devidamente das aulas e socializar, pois não terá uma comunicação efetiva com seus colegas e professores.

A inclusão de surdos no sistema de ensino não envolve apenas aprender matemática ou física, mas também socialização. E esse é o maior problema enfrentado, crianças “normais” não estão preparadas para lidar com um coleguinha surdo, podendo gerar afastamento entre ambos. O problema torna-se ainda maior quando os professores não estão aptos a ter alunos surdos e não sabem como inclui-los e ensina-los. O que torna a escola completamente sem sentido e que pode ainda prejudicar a formação dos surdos, por ficarem isolados dos demais.

O Estado tem que promover para crianças não surdas aptidão para lidar com pessoas surdas e promover a integração entre esses dois grupos, para melhor socializa-los, ensinando como eles podem se comunicar entre si. E os professores das redes de ensino tem que estar preparados para um aluno surdo, tanto para ensina-lo como para integra-lo a classe, seja com brincadeiras ou atividades que envolvam toda a turma. Essas atitudes de inclusão e preparação de professores podem vir do MEC (Ministério da Educação).