ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 02/01/2018

Emancipação, liberdade, independência, socialização. Termos basilares que um cidadão possui para se sentir integrado enquanto ser atuante em sociedade. Mas os que possuem limitação auditiva não eram vistos assim, até que monges católicos iniciaram o processo de sintaxe das línguas de sinal para educar e evangelizar. Apesar de ser uma necessidade de singular essência para o bem viver, a educação brasileira não está preparada plenamente no acolhimento de estudantes com estas limitações. Docentes pouco habilitados e tecnologias carentes são entraves comumente encontrados. Em análise inicial, a formação docente nas Universidades ainda patina no preparo dos futuros facilitadores do saber. Apesar da vanguarda político-filosófica de educadores como Paulo Freire, os interesses governamentais não possuíam olhares para este nicho, e inovações de cunho significantes nos métodos educacionais ficaram apenas como prova de conceito nas academias. Nos últimos anos, com novas portarias e resoluções, as Universidades introduziram disciplinas de Libras nos cursos de Licenciatura no último período do curso! Mas a medida é tão tímida, que os formandos não conseguem estabelecer uma comunicação mínima de sinais, o que torna defasada a formação. Recurso que potencializa a função humana, as tecnologias são artifícios de importância extrema para a sociedade. Contudo, as novas tecnologias, em especial às da informática, ainda podem ofertar muito para auxiliar os deficientes. Iniciativas como o Lavid/UFPB, que desenvolvem soluções em software para traduzir simultaneamente a comunicação falada em sinais por meio de bot, são provas de que existe grande valia para aproximar o saber dos portadores de surdez. Todavia, são poucas as soluções encontradas na indústria e academia para este público. Diante de um cenário contemporâneo promissor, portanto, para equiparar os indivíduos e mitigar as diferenças que impede uma competição justa e sóbria, faz-se necessário m olhar atento para melhorar a formação docente e estimular novos softwares assistivos. Para isto, os alunos de licenciatura devem ter formação profunda em línguas de sinais, e praticar em estágios com instituições que possuem estes público. Assim, os concluintes teriam mais segurança e propriedade no instante de transmitir o saber. Outro ponto seria o fomento para estimular pesquisas em tecnologias assistivas, envolvendo equipe multidisciplinar, bem como estimular novas áreas da ciência, como a cognitiva e a neuropedagogia, a fim de atrais a indústria educacional para adoção destas soluções pujantes para e evolução educacional