ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 03/01/2018

É notório que as várias formas de deficiência, sobretudo a auditiva, contribuem para uma segregação social no momento em que o indivíduo acometido de alguma doença física ou sensorial se acha inferior ao restante das pessoas. Esse problema é agravado pela falta de políticas públicas de inclusão social e pelo preconceito enraizado na sociedade.

Nesse sentido, é importante destacar que a Carta Magna garante à pessoa com deficiência o direito à educação e à inclusão social. Dessa forma, com o advento das escolas inclusivas a pessoa com deficiência auditiva pode ser matriculada juntamente com alunos que não possuem nenhuma limitação. Essas escolas, todavia, devem ser preparadas estruturalmente para receber os discentes especiais, desde o docente até o agente de portaria, ademais todo o prédio da instituição deve ser dotado de acessibilidade.

Por outro lado, outro grande problema que precisa ser superado é o preconceito com a pessoa com deficiência. Isso pode ser observado em várias empresas que põem empecílios para a contratação dessas possoas.

Por conseguinte, o Governo Federal por meio do MEC deve criar mais escolas inclusivas e potencializar o ensino da linguagem brasileira de sinais (LIBRAS) nas escolas públicas e privadas, visto que o surdo precisa se comunicar com aqueles que o cercam, pois aquele que não consegue se comunicar com um grupo fica naturalmente excluído. Além disso, a Receita Federal deve dar incentivos fiscais às empresas que contratem pessoas com deficiência auditiva. Logo, é importante que a sociedade deixe de ter uma cultura de preconceito e de discriminação e isso será possível quando a nação atingir um nível considerável de educação. Conforme afirmou Immanuel Kant " O ser humano é aquilo que a educação faz dele “.