ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/01/2018

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, elaborada pela ONU, todo cidadão tem direito de acesso à educação. Todavia, no Brasil, indivíduos surdos enfrentam obstáculos para obter uma formação educacional adequada, o que torna indiscutível que esse cenário representa um desafio à inclusão social. Sob essa perspectiva, convém analisar as principais causas dessa problemática.       Primeiramente, é preciso considerar que o papel do Estado é decisivo para agravar o impasse. De acordo com uma reportagem, veiculada pela BBC Brasil, o Canadá se tornou uma superpotência educacional pelo esforço para integrar os estudantes de modo igualitário. No Brasil, é incontestável a ineficácia do governo na promoção do acesso à educação aos cidadãos com deficiência auditiva, visto que a formação em Libras de professores é precária, assim como inúmeras escolas não dispõe de recursos tecnológicos visuais. Logo, esse cenário é contraproducente ao princípio de acesso à educação da ONU, uma vez que estudantes surdos não conseguem usufruir do mesmo adequadamente.

Outrossim, a atuação dos meios de comunicação é de suma relevância para intensificar a problemática. As emissoras de TV exibem a situação da educação brasileira sem ter a preocupação em representar os entraves enfrentados por alunos surdos nas instituições de ensino. Esse fato gera desconhecimento na sociedade das dificuldades cotidianas de deficientes auditivos em escolas e universidades, o que impossibilita a mobilização social pela isonomia de direitos e oportunidades.       Destarte, cabe à União aprimorar a instrução dos educadores, por meio da ampliação na oferta do curso de Libras em universidades como também o tornar obrigatório à formação docente, para assegurar ensino igualitário aos deficientes auditivos. Ademais, as emissoras de TV devem trabalhar a representatividade, por intermédio de ficções cujo enredo aborde os entraves de estudantes com deficiência auditiva em escolas e universidades, para possibilitar a mobilização nacional pela isonomia de direitos e oportunidades. Assim, em breve, o princípio de educação da ONU ganhará contornos positivos no contexto do Brasil.