ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/01/2018

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Utilizando dessas palavras que Antoine Lavoisier deu sentido a diversas explicações e conceitos no século XVIII. Em pleno século XXI, as mesmas quando postas de frente à educação brasileira demonstra que essa área sofre um grande retrocesso. Como elementos que contribuem para essa problemática, pode-se citar a falta de políticas que visem a inclusão dos surdos no sistema educacional e a discriminação que eles sofrem em seu ambiente escolar.

Em uma sociedade que negligencia minorias, preocupações associadas à formação acadêmica dos surdos vêm crescendo a cada dia. A falta de um ensino de qualidade assegurado aos surdos, como também a falta de profissionais especializados nesse setor, atuam em um fluxo contínuo na formação de uma adversidade social com dimensões cada vez maiores. E mesmo que Mahatma Gandhi tenha dito, “Precisamos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo.”, a falta de consciência das pessoas no mundo contemporâneo, em relação à educação dos surdos, demonstra que elas, a cada período que se perpetua, estão cada vez menos preocupadas em mudanças que assegurem tal direito.

Outro ponto que merece atenção está associado às consequências geradas por esse contexto. Como resultância negativa dessa problemática se encontra a discriminação dos surdos tanto no seu ambiente escolar, quanto no profissional. Casos de violência ou bullying são frequentemente reportados pelas mídias televisas e sociais. Exemplo disso está na pesquisa realizada pela prefeitura de Campinas, a qual revelou que 35% das pessoas portadoras de deficiência física, auditiva e visual sofrem algum tipo de bullying em seu ambiente profissional.

Fica claro, portanto, que muitas medidas precisam tomadas como objetivo à melhora no sistema de educação dos surdos no Brasil. O governo em conjunto com o Ministério da Educação podem criar cursos de especialização para professores, bem como melhorar a qualidade do ensino aos surdos, com políticas educacionais inclusivas. A mídia e a escola podem trabalhar na ótica do deficiente auditivo, evitando casos de bullying e preconceito tanto no ambiente escolar, como futuramente no profissional. Dessa maneira, podemos avançar no ideário de Lavoisier, transformando o século XXI em um período que seja marcado por uma formação educacional digna dos surdos do Brasil.