ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 19/01/2018

A população brasileira e o poder público sempre tiveram dificuldade em aceitar e integrar deficientes auditivos à sociedade civil, ao mercado de trabalho, ao ensino superior e à educação básica inclusive.

A constituição Federal promulgada em 1988 garante a todos os cidadãos o direito de acessar uma educação de qualidade. Todavia, o Estado Brasileiro ainda não conseguiu incluir toda a população surda nas instituições de ensino básico. Fato comprovado por dados recolhidos pelo INEP, apontando que o número de matriculas de surdos nas escolas ainda é pouco satisfatório.

Uma das principais causas de tal problemática é a falta de estrutura voltadas para o desenvolvimento cognitivo, social e sensorial dos deficientes. A família também tem papel decisivo no processo de inclusão. Infelizmente, muitas delas ainda evitam matricular seus filhos surdos, temendo a discriminação ou/e retaliação que pode vir a ocorrer, considerando que parcela da população brasileira é intolerante as alteridades e desvaloriza as diferenças.

Resoluções devem ser discutidas e postas em prática pelo Governo Federal. O número de instituições especializadas na formação de surdos deve ser ampliado e igualitariamente distribuído pelo território nacional. As escolas e universidades devem formular espaços propícios para o desenvolvimento do surdo em todas as esferas da vida, fornecendo ensino de qualidade em tempo integral com profissionais capacitados. A mídia, como meio de comunicação persuasivo, deve investir na formação de campanhas publicitárias que conscientizem a população a respeito desse problema, a fim de gerar uma sociedade mais reflexiva e tolerante. Só através desses meios, alcançaremos boas mudanças, mesmo que a longo prazo.