ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 23/01/2018

Segundo o filósofo criticista Kant, ‘‘o homem é aquilo que a educação faz dele’’. Nesse sentido, é inegável que no Brasil hodierno se tem falhado na formação de pessoas surdas, e isso é inconstitucional, visto que escolas preparadas para recebe-los são um direito dessa classe. Por isso, convém analisar dois principais desafios educacionais enfrentados pelos mesmos: os estabelecimentos educacionais despreparados e a ação inercial da população.

Em primeira análise, fica evidente o despreparo das instituições educacionais promovendo a difícil acessibilidade dessa parcela social à educação. Essa falta de estrutura advém de um descaso do poder público em promover ações de melhorias destinadas a esse setor. Tal desinteresse ocorre pelo fato de que ações públicas desse caráter não conquistam uma fatia eleitoral significativa.

Além da questão política, a inércia era descrita por Newton como tendência de permanecer como está até que uma força interfira. Análogo a esse conceito é o pensamento coletivo, pois não se contesta essa triste realidade. Fazendo assim, que o descaso público aumente e que seja propagada uma cultura de indiferença ao deficiente, gerando assim, um forte preconceito. Um fato que exemplifica isso é que muitas vezes um indivíduo deficiente possui qualificação profissional mas não é contratado.

Portanto, o Ministério da Educação e o Poder Executivo devem garantir que a execução das leis que asseguram a acessibilidade do deficiente sejam cumpridas, por meio de fiscalizações periódicas e incentivos fiscais para os estabelecimentos dentro das normas. Espera-se, com isso, que os surdos tenham sua cidadania e formação educacional exercidas plenamente. Além da promoção de peças publicitárias midiáticas, na televisão aberta, que mostrem as dificuldades enfrentadas por essas pessoas de forma explícita e chocante, para que essa tendência inerte de pensamento coletivo seja quebrada.