ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/01/2018

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, baseada nos objetivos da Revolução Francesa, todo cidadão tem direito à vida, à liberdade e à propriedade. Não obstante, esses últimos têm sido negados aos deficientes auditivos devido à precária estrutura escolar para recebê-los e à imagem pré-estabelecida de incapacidade.

Segundo o ativista Nelson Mandela, a educação é a melhor arma a ser usada a fim de mudar  mundo. Mas, devido à falta ou insuficiência de investimentos governamentais escolares, surdos perdem a liberdade de escolha profissionalizante. Assim, tornam-se dependentes do sistema de aposentadorias do poder Executivo (levando em conta a divisão de poderes estabelecida por Montesquieu).

Além disso, pela mentalidade preconceituosa que vigora na sociedade, deficientes auditivos têm dificuldades, mesmo com a graduação, em adentrar em grandes postos empresariais, ou até mesmo em sair das taxas de desemprego conjuntural. Assim, por causa da falta de capital, é negado a eles um direito essencial, segundo o Jusnaturalismo: à propriedade.

Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com os investimentos do poder Executivo, criem um portal que facilite a localização de deficientes auditivos fora da Educação Básica. Assim, seria enviado, à escola de preferência da família, capital para a contratação de tradutoras durante as aulas, passando a eles o conhecimento necessário para adentrar em uma universidade. Ademais, é urgente a criação de campanhas, pela mídia e pelo Ministério da Educação, com distribuição de panfletos à toda sociedade, a fim de cessar a discriminação. Assim, ser-se-ia garantidos todos os direitos básicos pelos quais os cidadãos franceses do século XVIII tanto lutaram.