ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 30/01/2018

Segundo, o Art. 5 da Constituição Brasileira, todos são iguais perante a lei. Entretanto, tal ordem não é imposta e aplicada adequadamente ao tratar-se de uma pessoa com deficiência. Visando essa prerrogativa, a parcela da população com surdez enfrenta diversas problemáticas, no Brasil, como a formação educacional de qualidade.

É importante pontuar, inicialmente, que cerca de 24% da população possui alguma deficiência, seja oriunda desde o nascimento ou adquirida ao longo da vida. Nota-se que, as pessoas com surdez, ainda, continuam em grande maioria excluídas socialmente. Visto que, tal fato é mais perceptível no âmbito escolar, onde há todos os anos o decrescimento no número de matrículas, principalmente na rede pública de educação, devido à falta de estrutura, logo, acarreta na escassez de profissionais aptos.

É importante pontuar, ainda, que a formação superior de pessoas com surdez, trava uma constante batalha contra a desigualdade. Visto que, mesmo com o sistema de cotas estabelecido, existe uma pequena porcentagem desses deficientes fazendo e/ou formados em um curso superior. Logo, diante de tais fatos é claramente nítido a desigualdade e preconceito direcionado a essa camada da população, que por fim é deixada à margem da sociedade, sem expectativas de um bom futuro.

Portanto, diante dos fatos citados é inegável que as pessoas com surdez, enfrentam desafios na formação escolar, logo, há a necessidade de intervir. Primeiramente, é nítido a dificuldade na comunicação dos não deficientes com os deficientes, então o Ministério da Educação deveria tornar a língua de sinais em uma matéria obrigatória na grade curricular, como ocorre com as línguas estrangeiras, sem dar menção que a Libras é o segundo idioma oficial do Brasil, também seria um grande passo para luta contra o preconceito e a desigualdade. Segundo, há a necessidade do Governo Federal, criar uma secretária ou órgão público com o intuito de assegurar os direitos dos deficientes, para que não sejam lesados e não fiquem a margem. Sendo assim, teremos um país sem diferenças.