ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 31/01/2018

A Lei Nº 13.146 garante aos deficientes o direito a educação. De acordo com o gráfico fornecido pelo INEP, às matrículas de alunos surdos no ano de 2016, comparadas ao ano de 2011, sofreram uma redução significativa. Tornando necessário, portanto, a elaboração de métodos de ensino atrativos e inclusivos.

A falta de escolas com ensino exclusivo para deficientes auditivos nas cidades do interior faz com que essas pessoas frequentem os mesmos institutos que pessoas comuns. Com isso, e a falta de profissional e infraestrutura adequada, o aprendizado eficiente se torna um obstáculo tanto para os alunos, que necessitam do ensino, quanto para seus orientadores.

Outro fator contribuinte para a redução de alunos surdos nas escolas, é a discriminação e preconceito sofrido por eles. Este comportamento não está presente, apenas, nas instituições de ensino, mas, também, no ambiente de trabalho. Como mostra a campanha, realizada pelo site Serviços, contra o preconceito com pessoas surdas no ambiente de trabalho. Com isso, se torna nítido que, ainda, no século XXI existem pessoas que dão valor a um julgamento equivocado, feito por elas, do que a capacidade profissional que alguém possui para exerce-la.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, em parceria com os Governos Estaduais, realize a implantação de centros educacionais exclusivos para deficientes, com a finalidade de fornecer formação acadêmica e profissional para essas pessoas. Para isso, deve ser fornecido e cobrado, nos processos seletivos, pelo Ministério da Educação a especialização em cursos específicos, como libras, por exemplo, para uma capacitação adequada dos educadores. Além, de adequar os institutos de acordo com ABNT NBR 9050 de acessibilidade. Também pode ser trabalhado nas escolas a educação social com o intuito de tratar sobre assuntos cotidianos, como bullying, e seus efeitos na sociedade.