ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 02/03/2018
Hellen Keller foi a primeira deficiente americana a concluir sua graduação nos medos do séc. XX, e a ser uma ativista da causa. Desde então, a luta pela educação para todos os tipos de deficientes, inclusive o auditivo, permanece sendo difundida pelo mundo. Nesse sentido, é importante analisar os desafios da formação educacional dos surdos no Brasil em dois aspectos: o que é ofertado a eles para obterem um ensino inclusivo, e como a sociedade é adaptada para lhes acolher.
Inicialmente, deve-se evidenciar que o ensino inclusivo ao surdo ainda é restrito a poucos lugares. Tal panorama ocorre pela falta de preparo dos profissionais e de infraestrutura, até mesmo tecnológica, ofertados pelas escolas. Assim, quando presentes, os deficientes são, na grande maioria, marginalizados e tratados sem a preocupação se eles estão de fato aprendendo ou não. Esse cenário gera a ampliação da discriminação, não corroborando com a inclusão social desse grupo e aumentando a intolerância.
Dessa forma, torna-se visível que a sociedade não está apta a acolher o portador de deficiência auditiva. Isso se explica, pois a dificuldade de comunicação pela falta do conhecimento de LIBRAS levanta barreiras excludentes. Desse modo, a reação discriminatória que tem início na formação educacional é ecoada nas relações sociais fora das redes de ensino, repercutindo em todo convívio.
É inegável, portanto, a necessidade da capacitação da sociedade para o devido acolhimento, e formação, do surdo. Para isso, cabe ao Ministério da Educação a inclusão de LIBRAS nas diretrizes curriculares desde o Ensino Fundamental, assim como existe a língua estrangeira, a fim de romper a barreira da comunicação. Porém, é imprescindível a formação dos professores, durante o período das férias do alunos, na linguagem básica e permanente reciclagem. Esse curso pode ser ministrado por profissionais já qualificados que atuem em unidades nas quais já existe o programa, como a UNICAMP, e além de serem remunerados pelo Estado, como já o são, podem receber certificados que aumentem o currículo acadêmico em funções sociais. Em consonância com Helen Keller, será por meio da educação que o país atingirá seu mais sublime papel; a tolerância.