ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 28/08/2024

Constituição federal de 1988 estabelece uma série de garantias para o pleno exercício da cidadania, dentre elas o direito à educação. Contudo, ainda há no Brasil um número significativo de pessoas privadas do ensino de qualidade, dentre elas os surdos, que enfrentam graves desafios em sua formação educacional. Deste modo, para compreender a questão em sua totalidade é preciso destacar a invisibilidade do grupo afetado e o descaso governamental.

Em primeira análise, é necessário frisar a ausência de visibilidade de pessoas com deficiência auditiva no âmbito nacional. Sob esse viés, a marginalização destes grupo está ligada com a estigmatização sofrida por ele, como explica sociólogo canadense Erving Goffman “o estigma é a situação do indivíduo que é desqualificado da plena aceitação social”, ou seja, a falta do ensino voltado para os surdos têm relação direta com a falta de um olhar social adequado que entenda que suas necessidades específicas. Tal situação ocorre, pois muitas pessoas só os conhecem a partir de uma imagem caricaturada de forma humorística sem a compreensão séria da realidade dessa minoria.

Além disso, faz-se notar como o poder público não age ativamente para melhorar a qualidade do ensino especializado. De acordo com uma matéria do portal Terra, apenas 3,7% dos professores regentes possuem formação continuada sobre Educação Especial, logo, torna-se inviável que os surdos tenham um aprendizado inclusivo e de qualidade, tendo em vista a falta dos recursos necessários. Nesse sentido, o Estado — como o principal promotor de políticas públicas — precisa garantir que o ensino seja democratizado para os deficientes auditivos, pois a educação vai além das salas de aula, é um bem necessário para a formação social.

Portanto, urge a necessidade de medidas para reverter o quadro instaurado. Diante disto, o Ministério da Educação, deve criar o projeto “+Educação”, que estabelecerá metas educacionais a serem observadas pelos Estados e Municípios,

como a promoção da formação de professores qualificados no ensino de surdos e contratação destes profissionais, por meio da expansão de vagas de pós-graduação e concursos públicos. Estas medidas findam a democratização do ensino para surdos no Brasil respeitando os direitos previstos na constituição de 88