ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/02/2018

Em Esparta, bebês considerados imperfeitos eram descartados por não se enquadrarem aos padrões espartanos. Durante a 2ª Guerra Mundial, pessoas com deficiência eram levadas para campos de concentração, pois não eram considerados arianos pelo regime nazista da Alemanha. Em ambos os casos, isso ocorria devido à vontade de se criar uma sociedade composta apenas por indivíduos considerados perfeitos. Mesmo com o passar das décadas e com a aceitação das diferenças, ainda é possível observar uma grande dificuldade na inclusão de deficientes em áreas como a educação.

De acordo com Paulo Freire, a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas e elas mudam o mundo. Mas nem todos tem fácil acesso ao ensino. Pessoas surdas encontram muitas dificuldades para garantir seu direito á aprendizagem. Uma barreira é a diferença de preço cobrado por instituições de ensino privado, fazendo com que esses indivíduos procurem por escolas especiais. Tendo isso em vista, foi criada uma lei para garantir que os alunos não sejam tratados com diferença devido às suas dificuldades.

Outro fator que dificulta a inclusão dos surdos é que os pais de crianças nessas condições preferem matricular seus filhos em escolas exclusivas, pois têm medo de que a criança não se enturme, já que outras crianças não estão acostumadas a conviver com a diferença e não conseguiriam se comunicar, já que não aprendem a Língua Brasileira de Sinais na sala de aula.

Para solucionar tal problema, o Ministério da Educação deve incluir o ensino da Libras no currículo nacional de educação como matéria obrigatória, para que todos possam de comunicar independente de suas dificuldades. Em paralelo, ONGs devem fazer campanhas em redes sociais para conscientizar os pais de que seus filhos têm o direito de estudar em qualquer escola e, além disso, as secretarias estaduais de educação devem promover palestras, em colégios públicos e privados, para pais, alunos e professores, ministradas por médicos e psicólogos para que estes mostrem a importância da convivência com a diferença. Dessa forma, a formação educacional de surdos não será mais um desafio no Brasil.