ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 12/02/2018

Para José Pacheco, não se deve aceitar que alunos contemporâneos sejam ensinados por professores do século XX, com práticas oriundas do século XIX. Para tanto, o Brasil tem passado por desafios socioeducacionais, por exemplo, ligados aos surdos. Nesse sentido, reconhece-se as recusas institucionais como empecilhos relacionados à temática, bem como a exígua assistência a esses, as quais poderiam retificar-se por meio de escolas e de órgãos governamentais

Nesse contexto, a educação é, constitucionalmente, direito de todos, sem qualquer excessão, além de ser dever primordial do Estado e da família. Não obstante, não se desconhece que a negligência educacional é bastante comum e foge dessa perspectiva, conquanto não deva ser assim. Logo, sabe-se ainda que é comum ver casos em que surdos não conseguem estudar por falta do ensino de Libras, o que se configura como uma mazela social. Segundo sítios eletrônicos, não ter educação digna leva crianças à desvantagem logo no início da vida, por isso é necessário que haja mais professores capacitados para um ensino inclusivo.

Outrossim, a Finlândia tem empregado o Método Kiva, o qual, além de visar a erradicação do Bullying, prioriza a inclusão dos portadores de necessidades especiais, como as auditivas. Sendo assim, deveria haver programas como este, no Brasil, a fim de que se atenue a problemática, todavia não há, o que macula as expectativas de um portador dessa necessidade, ascentuando, inclusive, a progressiva inibição destes na população economicamente ativa.

Nessa perspectiva, objetivando a formação educacional dos surdos, no Brasil, deve-se auferir meios os quais revertam tal contexto. Escolas devem ser, portanto, mais inclusivas, através de subsídios do Estado, com o objetivo de diminuir esta chaga social, por meio, por exemplo, de aulas com um assistente de surdo, o qual repasse o conteúdo dos professores em Libras, conforme a demanda de cada região. Ademais, órgãos governamentais, como o Ministério da Educação, o MEC, devem deliberar modificações nos currículos escolares, espelhando-se no Método Kiva. Em suma, com intervenções exequíveis e deliberadas com a situação nacional, esses portadores de necessidades especiais superariam os desafios de uma educação inclusiva e formadora.